Tuesday, August 27, 2002

oh oh, parece que cheguei tarde demais, não ? de qualquer maneira, uma braço do velho amigo da Armação, recém vindo de Ubá, Mirassol, Chapecó......esta vida charmosa de caixeiro viajante está cansando minhalma........

Saturday, July 13, 2002

well, well, well...já tá meio empoeirada essa mesa...vá lá que a lâmpada continue queimada, mas, please, um paninho, pelo menos...
ok. garçom, me traz um bourbon. a pior experiência barística que um sujeito pode ter é justamente aquele momento em que ele, ou ela, tudo bem, tá super afins de entrar numa espelunca razoável e debruçar seu humor discutível frente a uma boa banda, e a dita cuja estar se despedindo, uma puta fila querendo pagar e sair logo dali...muito chato, mas também, pra quê chegar tão tarde? é que antes rolou outras boas baixarias...fashion tv bar...vocês dariam um nome desses pra um improvàvel bar que abrissem? pois o nome pouco importa, o que realmente importa é que por um par de horas, como diria aquele gajo lá de alentejo, tocou uma banda chamada coda e quem sabe o que é isto sabe do que estou falando. sabendo ou não, acreditem, é muito boa. não. não. longe de coltrane.
mas, pesquisando bem a fundo, fica difícil não encontrar meio mikrokrysptonium de coltrane aí. também. principalmente de cortázar.
afcose, bró. bem, nem sei, ainda está vigente o edital que chama inscrições para narrativas relativas a bares, mesmo tendo a última visita feito registro no dia septum?
uma palavrinha para o cruz de malta. nós não estivemos lá juntos, Odyr? chego a lembrar de estar chegando pela calçada oposta, tendo-o à minha esquerda, é possível? não estava lá aquela turma de notáveis pelotenses, incluindo Mrs. Bohns?
um brinde a todos os convivas! apareçam!

José Flores

Tuesday, July 02, 2002

san valentino. ali na greek street, numa das arterias do soho. bar/cafe simples e perfeito para o fim de noite. tem o melhor falafel de londres e o cappuccino me faz voltar ali durante o dia.
melissa

Saturday, June 29, 2002

Vou lembrar então outro clássico pelotense, o Cruz de Malta. Dos visitantes oficiais do Lounge, acho que todos conhecem, menos Melissa. Lorena deve ter bebido ali em algum momento. Era o meu ideal de bar. Despretensioso, todo mundo ia lá (todo mundo que você queria encontrar, pelo menos), os petiscos eram sensacionais (o melhor croquete que eu já comi - ever), a cerveja sempre impecavelmente gelada...um sonho de bar. Muito, muito bebi por lá e minha juventude heróica aconteceu naquelas mesas. Você sabe, aquele tempo em que você sai à noite sem planos, sem dinheiro e uma sequência de encontros, epifanias e entusiasmos acontecem. Não há maneira de repetir esse tipo de coisa. A história se repete como farsa, afinal. Pfff. (Lágrima discreta).

Odyr

Friday, June 28, 2002

esse clima de bares-ao-ar-livre-para-beber-e-ver-a-lua me fez lembrar do capibar, um boteco que fica num beco quase barra pesada de casa amarela, um dos bairros mais ex-nobilis do recife, habitado por professores universitários, músicos e intelectuais de todo o gênero. o beco desemboca no rio e faz do bar um lugar perfeito para o "desfrute" da lua, da bebida e da beira do capibaribe num ponto em que ele ainda não é tão poluído. o cheiro ruim é do mangue mesmo, e é minimizado pelas muitas cervejas a que o lugar convida. inevitável, num determinado momento da noite ou da madrugada, é chamar um arrumadinho: feijãozinho, carne de sol, salada de tomate com cebola e cheiro verde, farofa, tudo ajeitado com cuidado num prato de barro (é a especialidade dos bares do eixo recife-olinda, diga-se). sim, são lembranças de uma noite também perfeita, na companhia de duas pessoas lindas, jorge e dudinha. um noite bêbada em muitos sentidos, que foi homenageada por esse mini documentário feito pelo jorge.

fernanda

Wednesday, June 26, 2002

concordo com os protestos do zé e da melissa: não foi uma atitude simpática, mr barman. mas funcionou. é a comprovação de que o ser humano faz qualquer coisa sob ameaça. confessa segredos, inclusive. eu confesso que continuei e continuarei entrando só pra ler o jornal.
fernanda
Parece bom, Zé. Eu argumento sempre que beber sob as estrelas, ou pelo menos com alguma visão do céu é totalmente diferente do que fazemos entre paredes. Não que não me agrade aquela mesa do canto do pub, mas beber sob o céu ou perto dele tem um outro feeling, completamente. Lembro muito de um tempo na Ilha do Mel e beber na famosa Toca do Abutre, olhando diretamente para o mar. O mundo parecia mais simples, digamos.

Odyr

Tuesday, June 25, 2002

cachaçaria da ilha. não é exatamente aquele bar de tempos pretéritos. é só um lugar que conheci agora. tem fogo, iluminação balanceada, telhado aparente de cerâmica, boas cachaças de alambiques (plural mesmo) e, na ocasião, uma banda prosaicamente chamada banho de lua. não é um lugar apropriado para discutir coltrane ou a biografia oficial de baker, pelo menos depois que a banda liga e manda aqueles clássicos razoavelmente executados. rock, claro. um defeitinho: não tem garçonetes. outro: se você chegar em torno de 21h o pessoal ainda está passando o som, "1, 2, 3, testando" e etc. foi o que ocorreu. aí você fica um pouco, dá uns talagaços e nada. sai para fazer tempo por uns 30min e quando chega mudou tudo: gente, muita gente, mas com generosos espaços de circulação. após aquele aquecimento esperto, é possível dançar com alguma parcimônia mas sem aperto e em paz. na saída, a lua espera sobre o morro e mostra o caminho de casa.
não achei simpática a ameaça de fechamento, mr barman. não se angustie com o silêncio. você pode não me ver ou não ver outros frequentadores, mas venho muito aqui para ler tudo de novo e ficar só bebericando naquele cantinho que está com a lâmpada queimada (pode deixar assim mesmo). aliás, com a chegada do frio, pode conseguir uns vinhos chilenos?

José Flores
nao se atreva a feechar o boteco. ela comecou a me dar bola agora. a garconete.
can i have an irish coffe, please?
melissa